Como tudo começou...
O Emaranhada nasceu quando eu deixei de acreditar na minha própria escrita.
Depois de anos trabalhando com comunicação, vivendo a correria da profissão e acumulando responsabilidades, cheguei a um ponto em que minha mente simplesmente não conseguia mais acompanhar o ritmo. Era como um celular funcionando permanentemente no modo de economia de bateria, sem nunca conseguir recarregar por completo.
Em outubro de 2022, fui afastada do trabalho para tratar um transtorno de ansiedade generalizada provocado pelo estresse. Vieram as medicações, a terapia, os questionamentos e, junto com eles, uma sensação que eu nunca imaginei sentir: comecei a acreditar que talvez tudo o que havia construído como jornalista tivesse sido apenas uma ilusão.
Mesmo em meio a tempestade, havia uma coisa que eu nunca conseguia abandonar por muito tempo: a escrita.
Sempre que tentava me reorganizar por dentro, acabava voltando para o papel.
E foi assim que nasceu o Emaranhada.
Quem sou?
Meu nome é Majú Mendes. Sou jornalista e, desde muito pequena, escrever faz parte da minha vida. Eu era aquela criança que enchia diários de histórias, passava horas nas bibliotecas e encontrava nos livros um lugar onde podia viver muitas vidas ao mesmo tempo.
Não sei exatamente quando escrever deixou de ser um hábito e passou a ser uma extensão dos meus pensamentos e sentimentos. Ao longo da vida, muitas pessoas me aconselharam a colocar as emoções no papel como forma de terapia. Talvez seja por isso que o jornalismo tenha surgido de maneira tão natural quando chegou a hora de escolher uma profissão.
Minha escrita nunca foi apenas sobre noticiar fatos. Sempre gostei de conversar com quem está do outro lado da página. Gosto de escrever de um jeito que permita ao leitor se reconhecer, refletir ou simplesmente fazer uma pausa. Para mim, proximidade, sensibilidade e humanidade sempre foram parte da boa comunicação.
O Emaranhada poderia ter sido apenas um espaço para publicar textos. Mas, em algum momento, senti vontade de dar voz a eles. Assim nasceu também o podcast. Aqui, você pode escolher entre ler ou ouvir as mesmas reflexões.
Mais do que um projeto de comunicação, o Emaranhada tornou-se parte do meu processo de reencontro comigo mesma. Escrever voltou a ser uma forma de lembrar quem eu sou, reconhecer o dom que Deus me deu e reconstruir uma confiança que, por algum tempo, pensei ter perdido.
Convite...
Se você chegou até aqui, seja muito bem-vindo.
Espero que, em algum momento, um texto ou um episódio consiga fazer companhia aos seus próprios emaranhados. E que, de alguma forma, você descubra que não precisa atravessá-los sozinho.
Agora que você já conhece um pouco da minha história, convido você a conhecer também os textos e episódios do Emaranhada.
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